Vou lhes contar uma pequena história, do amor e da paixão.
Eles são dois sentimentos bem dignos, dependendo do seu ponto de vista, podem te por despido na frente do ser que almeja ou simplesmente podem te por rastejando. Mas vamos conhecer os dois sentimento. Primeiro a Paixão: Dor efêmera. Como assim, a maioria das pessoas deveriam dizer eu te paixão, pois o que sentem é simples paixão, esta é egoísta, quer tudo para si, quer o enamorado dentro do seu próprio corpo, não abre mão da atenção da pessoa, nem de seu olhar, nem de suas palavras, chega a sufocar tanto a pretensão quanto seu vil refém, paixão não mede esforços pra conseguir o que quer, que na grande parte das vezes são coisas bem banais, como um beijo, uma transa, ou até mesmo se casar com a pessoas, a paixão veste a capa do amor e por isso as vezes se pensa que seja amor, mas amor e paixão são completamente diferentes. Caso diga a alguém que esteja apaixonado que sua amado (a ) tenha fugido com outro, esse se matará ou desejará a morte do ser que supõe que o tenha traído. A paixão é vingativa, é inescrupulosa, não julgar estar errada, não vê defeitos na sua conduta. Paixão pega a faca e mata seu companheiro, sem o menor pudor de ferir algo tão belo, paixão diz ‘se não é meu, não será de ninguém’. Quando a Paixão recebe uma carta dizendo: Adeus, tenho um amor, e não é você. Ela sente fúria ela quer o sangue do pretendido, quer a dor dele, quer seu corpo dilacerado. A paixão pode ser tida como uma mera dor de barriga, quando a dor está muito forte, você se contorce, geme, e sabe o que precisa fazer para que a dor passe, sabe quais são suas ‘reais’ necessidades, ou melhor, pensa que aquilo que está fazendo seja sua necessidade, engano. Até o momento em que você ‘Evacua’ e isso te faz se libertar da dor, essa dor forte que te alucina, que te deixa sem respirar às vezes, mas e quando não ‘evacuamos’, a dor passa, esta que um dia retorna com mais veemência.
Falemos do amor, em pouquíssimas linhas, não me atrevo a falar do sentimento mais puro do Mundo. La amore’ é o sentimento que faz com que tudo que a paixão destrói, seja reconstruído novamente, a paixão destrói os laços e o amor os reconstrói, o amor é o sacrifício, é ‘não poder viver sem’, mas se um dia necessário for viver sem, o amor, aceitará. Certa feita o Amor recebeu uma carta que dizia: Eu nunca te amei, era paixão, e essa paixão não se tornou amor, me apaixonei por outro, outro ao qual pretendo amar, desculpe-me Amor, mas não te amo.- O amor sentou, trêmulo e com os olhos com bolsas d’água, ele queria gritar e gemer com uma dor insuportável, nunca se ouviria da boca do Amor ‘desejo que ela morra’, jamais, o amor levantou, limpou seu rosto e disse. Sempre vou amar-te, como se não existisse sentimento algum, o Amor estava completamente triste, mas embora a Paixão tivesse roubado a quem mais ele amara, jamais se vingaria dela, pois o amor não se vinga e, mesmo que sofra entende que a felicidade do outro é a melhor coisa que ele poderia ver, seja com ele ou com outra pessoa, o Amor se doa, se joga, diz que não precisa mais de nada, nem de casa, nem de roupas, nem de alimentos, não precisa mais de pai nem mãe, não importa se for na Groenlândia se ele estiver com quem ele ama, nada mais é necessário, mas mesmo que ele não esteja, nunca o Amor dirá: Eu não te amo! O amor não é egoísta, ele não quer a felicidade dele e, sim deseja a felicidade do ser amado. O oposto de Amor não é ódio, não existe oposto para o sentimento mais nobre que pode adentrar o coração humano, o contrário de Paixão é ódio, o contrário de Amor é Amor.
|Vinícius|